Curta Cinematográfico · Deserto & Falcão

DUBAI FALCON.

DUBAI FALCON acompanha um falcão-sacre por uma cidade construída como miragem: vidro, ouro e altitude. Sete cenas, cada uma um movimento soberano do impacto a ascensão.

Cada quadro foi dirigido antes de ser gerado: física de câmera, geometria de reflexo e luz mapeadas plano a plano, com identidade e continuidade travadas no voo inteiro.

Os quadros abaixo são stills da sequência dirigida.

As leis da física não se aplicam a IA.

Diogo Felipe Silva, fundador
§ Notas de direção

Paramos de perseguir o falcão.

Queríamos transmitir o mergulho de um falcão-sacre a mais de 300 km/h. O movimento óbvio, uma câmera voando ao lado, desmontou: nenhuma câmera real se move tão rápido, e uma câmera parada deixava o pássaro sair de quadro. Então escolhemos ou montar a câmera no próprio movimento, inclinando com o pássaro, ou segurar parada e deixar o falcão rasgar o quadro. A ausência leu mais forte que a perseguição. O mergulho finalmente pareceu 300 km/h.

Uma âncora, um sujeito, uma causa.

As primeiras cenas tentaram segurar coisa demais de uma vez: um falcoeiro, o pássaro, um souk específico e uma câmera em movimento num plano só. Cada uma colapsou. Então escrevemos a regra que o estúdio inteiro segue hoje: um ângulo-âncora, um sujeito, uma causa física, uma fonte de luz real. Locação virou atmosfera, não assunto. A coerência subiu, os artefatos foram a quase zero.

Mantivemos impossíveis os planos impossíveis.

Nas cenas ancoradas fizemos uma pergunta: essa câmera poderia existir fisicamente aqui? No resto, invertemos. Se uma câmera pudesse existir, o plano não era ousado o bastante. Isso deu quadros que nenhuma equipe captaria: o ponto de vista de uma única gota de chuva caindo sobre Dubai, a sombra do falcão se movendo como coisa viva sobre a areia, e o calor subindo das asas, tornado visível.

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