SÃO PAULO BLUES é o estúdio compondo a própria cidade depois do escuro, uma trilha e um filme originais sobre São Paulo a noite.
Decupado em storyboard cena a cena antes de um único quadro se mover: câmera, ritmo e clima mapeados sobre a música. O filme e a trilha foram construídos juntos, não licenciados separados.
As pranchas abaixo são a planta sobre a qual o filme foi construído.
§ Notas de direçãoA cidade é a protagonista.
São Paulo Blues tem um protagonista, e não é uma pessoa. O Centro carrega o filme: o cruzamento da Ipiranga com a São João, o granilito sob os pés, os viadutos, a luz que cai entre os cânions de concreto as 6h30 da manhã como se fosse de propósito. Diogo e Maria Rosa aparecem apenas como presença humana de passagem. O filme e sobre a cidade que sempre esteve la.
A câmera espera, ela não persegue.
As referências foram Tarkovsky e Lubezki: tempo lento como argumento, o mundo se movendo enquanto a câmera fica parada, luz natural levada ao limite. E Wong Kar-Wai, a cidade como estado emocional, a luz como personagem. Deixamos as cenas respirarem em vez de cortar para segurar atenção.
Um teste para cada quadro.
Cada quadro que a IA produziu foi aprovado ou descartado pelas mesmas três perguntas: existe éter, a luz revela, existe um detalhe deliberado. O que reprovou não entrou no filme, por mais limpo que parecesse.